26 de fev de 2010

Centenário da Assembleia de Deus no Brasil: De que lado você esta?



Não é desconhecido que nas duas últimas eleições apoiei o pastor José Wellington Bezerra da Costa como candidato a presidente da CGADB. Manifestei também de maneira pública, inclusive com a publicação de um artigo no Mensageiro da Paz, as minhas restrições ao outro candidato, pastor Samuel Câmara, a quem conheço desde o verdor de sua adolescência, enquanto eu adentrava a juventude. Como minhas posições têm sido bastante claras, e mantenho as mesmas restrições que fiz à época, sinto-me bastante à vontade para tratar neste blog do Centenário das Assembleias de Deus no Brasil.


Após a Assembleia Geral Ordinária da CGADB realizada em Vitória, ES, no mês de abril do ano passado, lembro-me de ter publicado alhures (o vocábulo veio para ficar!), em algum blog, que era hora de juntar os "cacos", aproveitar este interregno até a próxima eleição (2013) e buscar a convergência para saírmos desse ambiente extremamente deteriorado da disputa eleitoral. Mas o que veio depois, não é preciso sequer comentar.

Entendi, por outro lado, que o Centenário seria o grande ancoradouro dessa aspiração visto tratar-se de uma comemoração que une indistintamente a todos os assembleianos. Ainda em Vitória, cheguei a comentar com o Diretor Executivo da CPAD, irmão Ronaldo Rodrigues de Souza, que o programa comemorativo não poderia excluir a igreja-mãe. Sem ela não haveria a festa dos 100 anos. Percebi que ficou interessado na ideia.

No entanto, se eu não estou errado, o Centenário caminha para duas distintas comemorações. Uma, promovida pela CGADB. Outra, pela igreja-mãe. Que Belém programe a sua celebração é perfeitamente compreensível e digno de aplausos, pois, se há uma igreja que de fato completa 100 anos, esta é a que foi fundada pelos pioneiros Gunnar Vingren e Daniel Berg com os irmãos que deixaram a Igreja Batista por crer na promessa do batismo no Espírito Santo e foram reunir-se na casa de Celina de Albuquerque, a primeira crente batizada no Espírito Santo em terras brasileiras. Que por extensão a celebração da data se estenda a todo o Brasil também não se questiona, pois o início em Belém, PA, tornou-se o marco da existência da AD brasileira.

O que me deixa constrangido e triste é perceber que até na comemoração do Centenário estamos divididos! A da CGADB, que nem igreja é; a da igreja-mãe, sem a qual as filhas, embora já na "maioridade", não existiriam. Era a hora de pôr de lado as divergências, construir a unidade, chamar toda a liderança brasileira e mostrar ao Brasil que é muito maior e mais forte o que nos une do que tudo quanto nos separa, representado pela mesquinha política eclesiástica. Defendo até a inclusão de Madureira, cujas raízes são as mesmas de Belém do Pará.

Como secretário da Comissão da Década da Colheita à época, ao lado de companheiros como o saudoso pastor Valdir Bícego e o colega Isael de Araújo, sob a presidência do pastor José Wellington Bezerra da Costa, tive a imerecida honra de coordenar a festa dos 80 anos em Belém, PA, ainda sob o pastorado do veterano pastor Firmino Gouveia. Vieram caravanas de todo o Brasil. Enquanto, durante o dia, realizávamos as conferências da Década da Colheita, as reuniões da noite eram reservadas para a celebração. Foi emocionante participar do desfile pelas ruas da capital paraense, proclamando o som do evangelho, com milhares de crentes e por alguns quilômetros, desde as escadas do porto por onde desembarcaram Gunnar Vingren e Daniel Berg até o Templo Central, na Travessa 14 de março.

Continuo idealista. Ainda há tempo de mudar este quadro. Podemos, sim, marchar em unidade para o Centenário. Que haja comemorações em todo o país. Que se escolha um dia para que cada igreja nos recônditos mais distantes da nação faça a sua celebração especial. Pode-se oferecer a elas, inclusive, sugestões de programa para o culto festivo. Mas não é justo e nem contribui para o estreitamento dos laços fraternos e espirituais que a igreja-mãe esteja à parte do calendário oficial.



Deixemos 2013 para depois
 
Pastor Jeremias Couto.

Um comentário:

Leonardo disse...

Lamentavelmente a insensibilidade das nossas lideranças chegou a um ponto que que eles mesmos não se dão conta que não conseguem mais dirfarçarem, em nossa cidade mesmo cansei de presenciar essa briga por território e menbros, pastores não dando carta de mudança, marcando festividades no mesmo dia de outras igrejas , só para não permitir que seus membros cultuem a Deus em "território inimigo", de fato é mesmo lamentável,pastores vendidos pela política e querendo também vender a própia igreja, percerbo também que isso tudo é apenas uma agulha do que esses homens tem feito com a igreja do Senhor, mais louvo a Deus que nada se faz oculto aos olhos de Deus e esse evangelho que convem somente a eles não subsistirá jamais no reino, o poder só pertence a Deus e a sua igreja é somente Dele Amém. Leonardo Barbosa.